9 de abr. de 2008

Voltando

Depois dum tempo parado...
Muita coisa, mesmo...
Estou tentando dançar. Comigo mesmo, de preferência.



Friedrich Nietzsche não comeu ninguém!
R. C. Santos

PS: Supla sempre quis ser B. Idol.
PS: Procure ler a letra.
PS: Procure saber o que significa o nome da música
.

24 de ago. de 2007

Minha Antena

A duas penas, sem pena de ninguém
Voltamos nossas antenas para onde não convém
Nossa estação não toca nada
Não fazemos nada e fazemos bem

Bem longe da verdade, a margem do além
A programação toda de tudo e a audiência fica aquém
Muitas foram as promessas, poucas foram as premissas
Escorados em falácias, fomos vencidos por sofismas


Esse som não toca o belo, pois só falo do que eu sei
Eu espero a mudança, mas eu nunca me mudei


Sem pena de ninguém, na ponta da caneta
Ilusões a contra gosto, a foice e a marreta
Se tudo é falso eu não sei, porém
Se tudo é levado a sério eu não sei

Subindo de patamar descemos de nível
Eu falo difícil porque não sei falar
Eu penso fácil porque não sei rezar
Nós não damos certo por não saber amar.

"Everybody has a poison heart"
Poison Heart - Ramones

18 de ago. de 2007

A minha ilha

Sobre tudo que já foi escrito e pesquisado sobre a memória... sinceramente não lembro de muita coisa...

Falando sério, não li quase nada, fenômenos, anomalias, treinamentos ou qualquer outra coisa que o valha.
Minha memória, no mais complicado dos sentidos é um "troço bem trash".
Vivo capengando com ela... lembro de coisas que aconteceram a muito tempo e esqueço de coisas básicas do meu cotidiano... na semana de provas penso que minha memória é tão volúvel quanto uma mulher com TPM.
Mas mesmo assim sempre me ocorre o tal do "Déjà vú".
E como disse antes eu não li quase nada sobre isso. Mas o fato é que acontece direeeto comigo.
Eu sonho.... esqueço (êeeta memória) e depois de X tempo, acontece exatamente como eu sonhei. O curioso é que quando eu vejo acontecer, eu sei que já tinha sonhado aquilo. Normalmente uma coisa corriqueira, cotidiana.
Bom, é de se pensar que já que se trata de uma coisa comum.... a chance de eu só editar um sonho diante de uma realidade e fazer uma conexão é a coisa mais óbvia.
O problema está em sonhar com um cotidiano que eu ainda não tenho à data do sonho.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ver lugares que eu não conheço com 10 meses de antecedência, fazer coisas no sonho que eu não sou apto naquele momento, etc, etc, etc.


Das poucas coisas que li sobre isso, ainda por cima, o fiz em um conteúdo nada confiável (mas o que é confiável na verdade?)( abaixo o link)...

http://en.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9j%C3%A0_vu

Como você pode saber sobre algo que não viu, sentiu ou percebeu de qualquer forma?

Como não questionar certos dogmas da lógica em relação ao futuro e em vista da existência?

Não sei explicar, mas eu vi um interstício do meu futuro muito antes de acontecer, antes do que eu vi ser provável pra mim. Eu sei que vi, ainda que isso não faça sentido, eu vi e soube que tinha visto antes no exato momento, como um gatilho extremamente preciso.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Esse tipo de coisa vai pro imenso rol dos assuntos sem resposta da minha vida, juntamente com o socialismo, o existencialismo, a fé, e por aí afora.



"A memória é uma ilha de edição"
Waly Salomão

4 de jul. de 2007

Não quero seu cumprimento

Vamos lá nós outra vez completar idade.

GRANDES MERDAS!

Não gosto de festa de aniversário. Não gosto de bolo. Não gosto de gente me abraçando. É falso. Muito falso.
Ao contrário do que a grande maioria faz o aniversário é um presente de quem o completa para os próximos, aqueles que ficaram um ou mais anos alí, juntos desta pessoa, de forma incondicional.
Abraços de lado, tapinhas nas costas, parabéns amarelos... sinceramente, isso não é aniversário. Isso é a merda do mundo fazendo de tudo pra chamar a atenção pra si (bem como montar e manter um blog qualquer).
Prefiro como fazem lá em casa, para mim, uns presentes (que quase sempre levo uma semana ou mais para abrir), algum refrigerante e abraços e beijos sinceros das pessoas que vivem comigo.
Isso sim é comemorar. Essas pessoas sabem pelo que passei neste último ano. Elas podem comemorar comigo, não o fato de eu ter nascido, mas o de estar vivo e principalmente são (ou quase).
Elas merecem meu abraço e eu mereço e preciso do delas. Elas são meus presentes. O resto é farsa, convenção social da mais barata e consumismo do mais vagabundo. Eu sei que tenho minha parcela de hipocrisia nisso tudo - foi assim que eu todos os que me antecederam foram criados e eu também - mas estou tentando me desintoxicar. Juro.




"Nos entretemos sinceramente, por muito tempo, com coisas falsas"
R. C. Santos

2 de jul. de 2007

Ainda não

“Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes. Vejo todo esse potencial desperdiçado. A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas. Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis. Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Guerra Mundial. Nós não temos uma Grande Depressão. Nossa Guerra é a espiritual. Nossa Depressão, são nossas vidas. Fomos criados através da tv para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astro do rock. Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato. E estamos muito, muito putos. Você não é o seu emprego. Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco. Nem o carro que dirige. Nem o que tem dentro da sua carteira. Nem a porra do uniforme que veste. Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção. Nós não somos especiais. Nós não somos uma beleza única. Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo" (Tyler Durden)
"Onde mais as pessoas tentam ser diferentes, aí mesmo estão os mais iguais"
R. C. Santos

26 de jun. de 2007

Cadê???

Mais uma vez... ausência... vejamos novamente... isso mesmo.

Ausência basicamente significa falta, inexistência, ou a condição do ausente (hunnn... professor).
E é assim que vou levando (no bom sentido, claro) as coisas ultimamente. Ausente de mim mesmo. Ausente sempre que possível ainda que de forma involuntária.

Haverá (do verbo hajar) uma solução para mim?!?!?!

Mas...
Pensando bem, não há de ser bem que só eu ando ausente. Há também outras ausências. Todas as outras. Porque afinal, nenhum mortal está em mais que um lugar por vez.

HAHAHAHA.

Mas é claro, como diria Silvio Santos.

Basicamente, não importa por quanto ou por onde você ande, aquém de quantas pessoas gostam de ou torcem por você. Você está sozinho.

(Pausa providencial....... Muito bem poeta, amarre as idéias agora........=>)

O fato é que como vejo. Sempre estarei sozinho mesmo acompanhado. E por quê? Bom, porque a minha vida só compete a mim e ainda que muitas pessoas façam uma certa diferença, nos momentos mais singelos e no pior dos pesadelos estarei sozinho. E, surpresa!!!

VOCÊ TAMBÉM!

Então pergunto: Quem somos quando estamos sós?


"Eu não confio em ninguém com 32 dentes"
Titãs - 32 dentes

20 de abr. de 2007

Aff, quanto desleixo

Bom, depois desse imenso tempo sem fazer nem sequer um post, "vortei". (como se alguém lesse... p´ffffff)

Hunnnn, por onde mesmo, háááá, claro.
Tenho uma pequena (mesmo) biblioteca, mas consigo acesso a muitos livros de várias pessoas. Mesmo assim, nos últimos tempos tinha parado de ler. E se você não sabe, ler é um vício, por sinal muito praticado por pessoas que conseguem diferenciar os porquês e que também conseguem formar orações que não contém o famoso "daí".
É, realmente, mesmo sendo viciante, a leitura é uma dessas coisas que a gente deseja pra gente mas nunca tem coragem de assumir.

E a variedade de desculpas que damos para não ler chega, em muitas vezes, até a me comover.
Eu mesmo afirmava que a faculdade isso, que o estágio aquilo, e que final de semana outros tantos... Pobre rapaz, nem tempo tem o coitadinho.

Resolvi voltar ao velho vício. E com gosto. Mas ainda paulatino.
No início, quem mais me incentivou a ler foi minha mãe, afinal não morei com meu grande pai até os 10 anos de idade.
O mais bacana nisso é que mesmo ela lendo coisas que eu repudio (aquelas coleções com nome feminino tipo Julia, Sabrina entre outras, ainda lia o Sidney Sheldon), pelo exemplo que ela me deu, de ler todo dia, acabei infectado também.
Então depois de um tempo comecei a frequentar bibliotecas.

Biblioteca, pra quem não sabe, é um lugar onde todo mundo deveria ir mas que quase ninguém frequenta.

Bom e assim, mesmo ficando um tempo afastado, o desejo me puxou novamente para os livros. Não que por um certo tempo não tenha lido nada. Não é isso, de forma alguma. Mas o ímpeto tinha se esvaído em parte.

Bom, agora voltei.

Obrigado mamãe.

Clique logo abaixo. Pode até ser interessante.

Leia: Qualquer coisa que alguém que você sabe que lê, te recomendar (faz bem, é sério).

Você já foi a um sebo?

"O tempo de ler é sagrado."

Gabriel Perissé.

21 de mar. de 2007

Mundo moderno

O mundo moderno (ou quase) é tudo que conheço!
Quando nasci já havia uma tecnologia que garante minha afirmação.
E na minha adolescência, o lugar onde eu moro (vejam bem, não o meu país) obteve regularmente os benefícios e as mazelas do avanço tecnológico até este dia e provavelmente assim seguirá.
Não tive o privilégio (em partes e o dissabor em outras) de conhecer um mundo menos mecânico e digitalizado.
O fato é que sou totalmente dependente das máquinas maravilhosas formuladas pelos meus irmãos e por elas guardo muito apreço.
Isso, porém, em nada impede minha observação de que os meios tecnológicos dos quais usufruímos em muito tem dado condições ao homem de se afastar dele mesmo e dos outros.
Ao contrário do que algumas pessoas afirmam, sob meu ponto de vista, a culpa pelo distanciamento entre as pessoas é delas mesmas. As máquinas apenas são os martelos que golpeiam os pregos. O braço, esse ainda é humano. Ainda.
Então ontem à noite, mais uma vez sem sono, vi uma reportagem sobre um cara chamado Ary.
Esse tal Ary usa um terno e uma placa pra chamar a atenção das pessoas. Local: Avenida Paulista, centro econômico do Brasil. Intenção: ganhar um abraço.
Sensacional.
A idéia, como ele várias vezes afirmou na reportagem, não é dele, mas por motivos que também envolvem grana (claro né gente... que que tem unir o útil ao agradável?!) ele aderiu e se sente satisfeito com o resultado até agora.
O lance é que segundo o cara (muito inteligente e humano por sinal) que teve a idéia, as pessoas se distanciam por comodismo e com auxílio da tecnologia. Isso acarreta perdas de produção no ambiente de trabalho que gera problemas no núcleo familiar, etc. gerando uma bola de neve emocional...
Conclusão básica: o ser humano precisa de afeto!
Óbvio! Parabéns.
Eu tenho por costume abraçar meus amigos e pessoas queridas apesar de algumas vezes essas mesmas pessoas me parecerem misantropas.
Isso também não me importa. Importa o que eu tenho pra oferecer de bom e não o que as pessoas que eu gosto tem de ruim.

Pergunta: Você sabe o que significa misantropia?

Taí o vídeo que a alguns dias já rola na net:


"OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união"
Sl 133, v1

19 de mar. de 2007

ErrÊ Nóiz

Madrugada de domingo.
Tentei dormir cedo.
Pelo menos tentei.
Resultado padrão: Filme. Na Globo.
A doce surpresa é que passa um filme que via na Band a muito tempo.
Reagi primeiro como que diante da traição: Poxa vida, não "era da Band" esse filme?
Bom resolvi vê-lo pela 7ª ou 8ª vez.
E como todas as outras vezes achei o máximo apesar dos multiplos cortes. Quase um açougue na verdade

O Filme é Léon/The professional de 1994.

Aqui segue mais desses "tributos" que se espalham pelo youtube


Bom fazer o quê não é?
Gosto bastante desse filme e pra minha alegria essa semana ainda passará na Band (esse eles ainda não perderam)mais uma vez (mas que beleza)Um drink no inferno.
Independente disso eu não poderei ver porque vou estar na faculdade.
Pra fechar a semana poderia passar (na Band como sempre) A balada do pistoleiro.
O Cine Band Premium é bom mesmo.

PS: Natalie Portman já era muito linda em 1994.



"A realidade é uma opinião."
Timothy Leary

18 de mar. de 2007

Madruga... de novo


Tava no MSN com um chegado meu quando pari isso aqui:



Estou esperando


Pode ser que um dia, Liks fale com Maltz.
Pode ser que amanhã haja paz.
Pode ser que eu consiga entender,
O milagre de tudo perdoar.
Quem sabe até a massa comece a pensar
Ou ainda os Estados Unidos pensem em recuar.
Pode ser que faça sol, e chuva também.
Pode ser que deixemos de só dizer amém.
Estou esperando o Guessinger ligar
Porque pode ser que a velha forma eles possam tomar
Estou no aguardo da coisa virar
E de algo antigo de novo acontecer
Coisas daquelas que sempre ouço falar
Mais ainda não consegui ver.
Pode ser que eu canse de esperar e tome uma posição
Pode ser que eu espere os outros tomarem a razão
Quem sabe até eu possa esperar eu mesmo me cansar
E desse cansaço uma mudança possa madurar
Dessas que as pessoas tem orgulho de participar
Mas no geral ninguém intenta começar.
Se a minha rima é pobre o importante é rimar
Se a minha rima é pobre o importante é rimar
Se a minha rima é pobre o importante é rimar
Se eu falo o que não se entende, eu quero falar
Se o verso é recluso eu quero espraiar.
Na verdade eu ainda espero a manchete da reunião
Mas sempre tem um cético que me tira a razão.






"Estou ficando louco de tanto pensar

Estou ficando rouco de tanto gritar"

AA UU, Titãs.